Polícia suspeita de 'golpe do amor' em sequestro de juiz em SP

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Juiz é sequestrado na Av. Rebouças, em SP, e libertado após mais de 30 horas em Osasco A polícia suspeita que o juiz sequestrado e libertado do cativeiro nesta terça-feira (20) tenha sido vítima do chamado "golpe do amor", em que criminosos criam perfis falsos em aplicativos de relacionamento. Primeiro, a polícia havia dito que o juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro havia sido escolhido aleatoriamente pelos criminosos, que o abordaram na Avenida Rebouças, na Zona Oeste de São Paulo, como alvo de um sequestro-relâmpago. Depois, diante de novas informações, a polícia afirmou que é possível que ele tenha sido alvo desse tipo de golpe, do qual ele já havia sido vítima em 2021. Por essa razão, como medida de segurança, a vítima teria combinado uma palavra-chave com o companheiro em caso de algum risco durante o encontro. Suspeitos de sequestrar juiz em SP são presos e levados à sede da Delegacia Antissequestro Samuel Magro é um dos juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), vinculado à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). O TIT julga processos administrativos tributários e é composto por juízes representantes da Fazenda, como é o caso de Magro, e juízes representantes dos contribuintes com mandatos de dois anos. Vídeo mostra cativeiro onde juiz sequestrado foi mantido refém Segundo o delegado da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo, Fábio Nelson, os cinco criminosos presos pegaram o juiz na noite de domingo (18) sem nenhum estudo prévio de sua rotina. Esse auditor fiscal [juiz] foi vítima de um sequestro-relâmpago por oportunidade. A rotina dele não foi estudada. Ele estava na Rebouças quando parou um pouco o veículo e foi abordado por dois homens armados, que estavam acompanhados por outros homens, que levaram o veículo dele. Então, ele é deslocado para um cativeiro na cidade de Osasco. Delegado diz que sequestro de juiz na Av. Rebouças, em SP, foi escolha aleatória dos criminosos Ligação O delegado explicou que, durante o sequestro, o companheiro dele conseguiu fazer uma ligação para o juiz, que atendeu, provavelmente, sob ameaça. No telefonema, ele usou uma palavra-chave durante a conversa que alertou sobre o perigo que estava correndo. “Ele [a vítima] lançou uma palavra-chave que apontou que ele estava em risco. Esse indivíduo acionou o 78° DP, que nos acionou. Nós fizemos uma séria de investigações e prendemos esses cinco sequestradores com a vítima”, completou. Fábio Nelson explicou que o "golpe do amor" começou a ganhar força há alguns anos. "No ano de 2021, iniciou esse fenômeno criminal em São Paulo, decorrente dos avanços tecnológicos e do PIX. Houve uma diminuição grande desse tipo de crime. Em 2022, a DAS atendeu 115 casos e, ano passado, 3 casos. Foi uma diminuição muito grande”, disse. Conforme o g1 publicou, Samuel Magro ficou mais de 30 horas em poder dos sequestradores e foi libertado do cativeiro pelos agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Cúpula da Secretaria de Segurança Pública de SP realiza coletiva de imprensa nesta terça-feira (20), em São Paulo. Reprodução/Youtube Segundo o delegado-geral de polícia de São Paulo, Arthur Dian, os cinco criminosos presos em flagrante com o juiz no cativeiro de Osasco já tinham passagem pela polícia e faziam parte de uma quadrilha especializada em sequestro-relâmpago. “É uma quadrilha e alguns têm passagens pela polícia, inclusive, com menor de idade também nessa quadrilha. As pessoas não conseguiram adentrar [no apartamento] por causa do código, a palavra-chave que o companheiro entendeu e conseguiu acionar a polícia”, afirmou Dian. A palavra de segurança não foi divulgada. O delegado da DAS afirmou que os criminosos tentaram fazer transferências bancárias com o celular da vítima, mas não conseguiram. Fábio Nelson afirmou que o juiz estava muito abalado ao ser libertado e teve que ser levado a um hospital, onde depois se reencontrou com a família. A ação de resgate foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os presos serão levados para a DAS, que fica no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. Polícia liberta Juiz de cativeiro em São Paulo

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/20/policia-suspeita-de-golpe-do-amor-em-sequestro-de-juiz-em-sp.ghtml


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