PCC usava rede de pelo menos 9 padarias em SP para lavar dinheiro, aponta investigação

  • 29/08/2025
(Foto: Reprodução)
A investigação da Operação Carbono Oculto, realizada na quinta-feira (28), que mirou a infiltração do PCC no setor de combustíveis, revelou que a facção utilizava uma rede com pelo menos 9 padarias e empresas associadas em São Paulo para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. O esquema, segundo a apuração, se estendia a lojas de conveniência e envolvia o uso de "laranjas" e a criação de empresas de fachada para dissimular a origem ilícita dos fundos. As padarias, de acordo com a investigação, são mais um dos veículos para a lavagem de dinheiro da organização criminosa, inseridas em uma teia de negócios que inclui desde usinas sucroalcooleiras a postos de combustíveis. A administradora da rede De acordo com o MP, a empresa Dubai Administração de Bens Ltda. foi identificada como a administradora da rede de padarias do grupo criminoso, chegando a figurar em um ranking das maiores redes de São Paulo. A investigação aponta que a empresa, que teve como sócios iniciais Hussein Ali Mourad e Tarik Ahmad Mourad, investigados no esquema, está atualmente em nome de Maria Edenize Gomes, descrita como uma "laranja" do grupo. Ela e outra mulher, Ellen Bianca de Franca Santana Resende, são apontadas como testas de ferro em diversas padarias e postos de combustíveis do esquema. A apuração detalha a estratégia usada para dificultar o rastreamento do dinheiro e dos verdadeiros donos. Um dos investigados, Tharek Majide Bannout, parente de um dos líderes do esquema de postos, aparece como sócio de diversas padarias. LEIA MAIS Esquema bilionário do PCC: os números da operação que envolveu postos de combustíveis e a Faria Lima PF não sabe se foragidos de megaoperação contra o PCC já deixaram o Brasil, diz diretor Um padrão identificado é o uso de nomes similares para empresas diferentes, buscando camuflar a sucessão de proprietários. Por exemplo, Tharek usou as denominações "Nova Salamanca" e "Nova Iracema", enquanto as "laranjas" registraram empresas como "Salamanca Paes e Doces Ltda" e "Iracema da Angelica Paes e Doces Ltda", muitas vezes com mais de um CNPJ no mesmo endereço. O esquema se estendia a lojas de conveniência, com um método semelhante de criar empresas de curta duração ("efêmeras") e usar "laranjas" sem capacidade econômica comprovada. A investigação cita uma rede de conveniências da irmã de um dos investigados, Amine Hussein Ali Mourad. Após o encerramento de diversas filiais, os mesmos espaços foram posteriormente assumidos por redes como a Strawberry Lojas de Conveniencias Ltda., vinculada a Ricardo Romano, que, segundo o MP, possui conexões com o PCC. Como o PCC escondeu esquema bilionário com fintechs? Veja a lista de padarias citadas na investigação A apuração detalha uma rede de empresas de fachada e "laranjas" usada para ocultar os verdadeiros donos dos estabelecimentos. Veja abaixo os principais nomes e empresas citados no esquema: Empresa Administradora da Rede: DUBAI ADMINISTRAÇÃO DE BENS LTDA: Identificada como a administradora da rede de padarias do grupo. Atualmente, a empresa está em nome de Maria Edenize Gomes, apontada como "laranja". Os sócios originais foram Hussein Ali Mourad e Tarik Ahmad Mourad. Padarias ligadas a Tharek Majide Bannout: parente de um dos líderes do esquema nos postos de combustíveis, adquiriu ou constituiu diretamente as seguintes empresas: NOVA SALAMANCA PAES E DOCES LTDA; NOVA IRACEMA PAES E DOCES LTDA; BELA SUIL PADARIA E CONFEITARIA LTDA; NOVA COPACABANA PADARIA E CONFEITARIA LTDA; BELLA PORTUGAL PADARIA E CONFEITARIA LTDA. Padarias ligadas às "laranjas" As investigações apontam que Ellen Bianca de Franca Santana Resende e Maria Edenize Gomes foram usadas como "laranjas", assumindo a titularidade de empresas com nomes similares às de Tharek, em uma estratégia para confundir a fiscalização. SALAMANCA PAES E DOCES LTDA; IRACEMA DA ANGELICA PAES E DOCES LTDA; CONFEITARIA E ROTISSERIA IRACEMA LTDA; IRACEMA SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS LTDA. Segundo a apuração, Ellen Bianca foi substituída por Maria Edenize nos quadros societários das padarias, um modus operandi também observado em empresas ligadas aos postos de combustíveis para criar camadas de ocultação. O g1 tentou contato com todas as empresas citadas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Infográfico - Caminho do dinheiro no esquema do PCC Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/08/29/pcc-usava-rede-de-pelo-menos-9-padarias-em-sp-para-lavar-dinheiro-aponta-investigacao.ghtml


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