Centro universitário celebra aprovação de 15 ex-alunos no concurso de delegados da Polícia Civil do Estado de São Paulo: 'Ensino de qualidade é importante'
29/08/2025
(Foto: Reprodução) Centro Universitário Toledo Prudente, em Presidente Prudente (SP)
Assessoria Toledo Prudente
Em meio à equipe policial do Estado de São Paulo, 15 futuros delegados da Polícia Civil terão algo em comum: o estudo no mesmo Centro Universitário em Presidente Prudente (SP). No concurso realizado no mês de agosto deste ano, candidatos formados na cidade conquistaram espaço em uma das carreiras jurídicas mais concorridas do país e a partir de agora, atuarão no combate ao crime.
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Segundo o advogado e reitor do Centro Universitário Toledo Prudente, local em que os estudantes aprovados trilharam a caminhada durante a graduação de direito, Sérgio Tibiriçá Amaral, ter uma educação eficaz é essencial para aprovações, principalmente, em concursos públicos.
“O ensino de qualidade é importante, pois as provas são muito concorridas às vezes. Para delegado, foram 27 mil inscritos para 120 vagas. Portanto, o conhecimento é muito importante, uma boa formação acadêmica”, disse ao g1.
“Outras duas coisas colaboram [com o bom desempenho do Centro Universitário]: temos delegados que são professores, como os dois mestres e doutores em sistema constitucional de garantias, Marcus Vinícius Aquotti e Glauco Moreira. O terceiro fator é a admiração da carreira, pois Presidente Prudente é a região mais segura do Estado”, afirmou o reitor.
Conforme o diretor do 8º Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-8), que tem sede em Presidente Prudente e responde pelas atividades da Polícia Civil em 67 municípios do Oeste Paulista, Walmir Geralde, a integração dos novos profissionais é de extrema importância para a garantia dos serviços policiais nas cidades assistidas.
“A incorporação de novos policiais ao quadro da região administrada pelo Deinter-8 é substancial para que a prestação dos serviços policiais estejam garantidos nos 67 municípios. Estamos na região com os melhores indicadores criminais e de produtividade, circunstância que coloca a região na mais segura do Estado”, disse ao g1.
“É preciso levar em conta que muitos policiais estão em condições de se aposentarem, e outros já se aposentaram nos últimos anos. Neste momento, são os escrivães de polícia que chegaram para o curso de formação técnico profissional, e assim que concluírem, já serão designados para uma das 113 Unidades da Polícia Civil na região”, ressaltou o delegado.
Ao todo, 15 ex-estudantes passaram no concurso e atuarão como delegados
Assessoria Toledo Prudente
Boa estrutura e apoio dos professores
Para o ex-estudante de direito e um dos aprovados no concurso, Leonardo Magalhães Andrade, de 26 anos, o espaço contribuiu para a aprovação devido a, por exemplo, a boa estrutura oferecida e o apoio dos professores.
“Sempre tive acesso a uma excelente estrutura, notadamente por sua ampla biblioteca física e digital, que permitiu o contato com as melhores doutrinas jurídicas e demais ramos do conhecimento. Além disso, o corpo docente conta com professores altamente capacitados, estimulados e comprometidos com o conhecimento, o que permitiu a boa formação da minha base jurídica que, sem dúvidas, reflete na aprovação no Concurso Público”, contou Leonardo.
Já para o graduado Euler Salati Beraldi, de 45 anos, e que estudou na Toledo no período de 1998 a 2003, um dos diferenciais do Centro Universitário, na sua opinião, é o feedback do estudo que os alunos recebem.
“A faculdade é excelente. Ela dá uma base extensíssima, tanto de acesso à informação, biblioteca, conteúdos, professores excelentes e sempre preocupados com o bem-estar do aluno, o feedback do estudo, tudo isso sempre foi muito importante e é essencial”, detalhou Euler.
Ao ser questionado sobre o período em que cursava direito, Euler diz que tem recordações positivas e que fez muitos amigos.
“Eu tenho ótimas lembranças da faculdade, dos amigos, os ensinamentos dos professores. Todo o conteúdo, desde o Diretor da Faculdade aos bedéis que colhiam nossas assinaturas na aula, isso é muito importante, o convívio universitário na Toledo sempre foi muito rico e eu sou muito grato a isso”, relembrou ao g1.
“Sem dúvidas as melhores lembranças ficam nas amizades que fiz ao longo do curso. Mas é importante reconhecer também que a proximidade dos professores com os alunos, torna o aprendizado mais leve e produtivo. Além disso, a Toledo possui vasta modalidade de grupos de estudos e eventos de iniciação científica, que contribuem de forma essencial no aprimoramento intelectual dos alunos e que, com certeza, contribuíram para o meu”, ressaltou Leonardo.
Centro Universitário Toledo Prudente, em Presidente Prudente (SP)
Assessoria Toledo Prudente
Processo seletivo ✍
Ao g1, o doutor Walmir Geralde contou que a seleção dos policiais é realizada em diversas etapas, justamente para selecionar os melhores candidatos ao cargo.
“O processo de seleção está estruturado em várias fases, o que faz do certame um dos mais complexos e difíceis. Tudo para selecionar os melhores para o quadro da Polícia Civil de São Paulo, a começar pelo nível superior exigido, assegurando-se cotas para atender à legislação pátria relativa à inclusão”, detalhou Geralde.
“A policia é a expressão da sociedade. Assim, seu quadro deve representar a diversidade presente na coletividade. As provas iniciais, a primeira, de questões de múltipla escolha e a segunda, dissertativa, são realizadas pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP), a mais respeitada instituição que cumula inúmeras experiências técnicas e responsável pelos principais processos seletivos do país”, contou o doutor ao g1.
Além disso, Geralde explicou que todos os requisitos devem ser concluídos com atenção pelos interessados, pois a Polícia, integrante do sistema de justiça criminal, possui o monopólio da força, inclusive com poderes legais para o uso de armas letais e não letais.
“Precisa selecionar pessoas com a formação intelectual, social e habilidades que se enquadrem nos parâmetros técnicos que a instituição norteia, pois, após a nomeação, ainda passarão por uma formação técnico-profissional de cinco meses com disciplinas próprias da atividade policial”, ressaltou o delegado.
Ao todo, 15 ex-estudantes passaram no concurso e atuarão como delegados
Assessoria Toledo Prudente
Caminho solitário 📚
Apesar de ser considerado um processo seletivo “difícil”, para Leonardo, um dos maiores desafios ao longo do estudo foi o isolamento que precisou enfrentar para se concentrar nos conteúdos.
“O estudo para concurso público é um caminho solitário e cercado de incertezas, o que de certa forma se torna um processo árduo. Além disso, o alto nível dos demais candidatos exige sempre uma base e preparação jurídica de alto nível, ano após ano, de modo que manter o foco e dedicação com essas circunstâncias acaba sendo algo extremamente desafiador”, compartilhou ao g1.
“Porém, com o apoio familiar e com a graça de Deus, consegui passar por mais essa etapa em minha vida”, exultou Leonardo.
“A parte mais difícil é o isolamento social, e eu tenho minha esposa Francielle Bonfim Beraldi, e com ela duas filhas, de 8 e 19 anos. Elas acompanharam o processo de estudo e o isolamento para estudo faz parte, você deixa de ter convívio social para optar, por horas e horas de estudo, ainda mais que eu tenho uma jornada de segunda a sexta feira de 8 horas diária de trabalho”, detalhou Euler ao g1.
Para a ex-estudante Elisandra Cavalcante Colnago, de 29 anos, que passou pela faculdade de direito no período de 2014 a 2018, a caminhada foi longa, árdua e cheia de incertezas, entretanto, a sensação de ter conquistado a aprovação foi indescritível.
Já para Marcela Mitiura Vitale, de 27 anos, o estudo para a prova exige “uma disciplina incansável".
“O mais difícil é persistir nos dias ‘normais’, em que as provas estão distantes e construir o dia a dia para acumular o conhecimento que será exigido efetivamente no dia da prova”, frisou a ex-estudante.
Centro Universitário celebra aprovação de 15 ex-alunos no concurso da Polícia Civil do Estado de SP
Cedida
Base sólida
A nova delegada Márcia Cortez Chanquini, de 40 anos, citou ao g1 que sua trajetória na Polícia Civil começou com a escolha da faculdade.
“Minha trajetória na Polícia Civil começou com a escolha da faculdade. Em 2011, decidi cursar direito e optei pela Toledo Prudente pelas excelentes referências e pelo histórico de aprovação na OAB. Em 2013, ainda no 5º semestre, fui aprovada nos concursos para escrivão e investigador da Polícia Civil de São Paulo, optando então pelo cargo de escrivã de polícia”, salientou.
Segundo ela, “a qualidade do ensino e a didática dos professores foram determinantes para essas aprovações”.
“A Toledo foi essencial nesse processo. Eu trabalhava em período integral e fazia a minha graduação à noite, então, meu tempo para preparação era limitado. Por isso, aproveitei ao máximo as aulas. A qualidade do ensino e a didática dos professores foram determinantes para essas aprovações”, explicou.
“Lembro que, no início, pensei em não prestar os concursos por falta de tempo para estudar, mas percebi que as provas estavam alinhadas ao conteúdo aprendido na graduação. Desde então, venho me preparando para o cargo de delegado de polícia, e hoje colho os frutos dessa escolha. Tenho enorme gratidão à Toledo e aos professores que compartilharam conhecimento e experiência”, enalteceu.
A aprovada, que mora em Presidente Prudente, pontuou ao g1 que a graduação lhe deu uma base sólida para enfrentar o concurso.
“A relação próxima entre professores e alunos sempre foi um diferencial. Os docentes, com vasta experiência no meio jurídico, não apenas transmitiam conhecimento, mas também inspiravam admiração e reforçavam a importância da profissão. Essa convivência nos motivava a seguir em frente e a enxergar neles exemplos a serem seguidos”, detalhou Márcia.
Ela cursou direito na Toledo entre 2011 e 2016 e contou ao g1 que a decisão da escolha da faculdade foi feita após recomendações de amigos e conhecidos que estudaram na instituição e obtiveram excelentes resultados em concursos e na OAB.
“A tradição e a qualidade da instituição foram decisivas para minha escolha”, resumiu.
A nova delegada Márcia Cortez Chanquini
Cedida
“A graduação me deu uma base sólida. A experiência dos professores, que também passaram por esse caminho, foi fundamental para eu traçar meu plano de estudos com autonomia e disciplina. A preparação específica para delegado começou há cerca de 3 ou 4 anos, com rotina intensa e foco total, mas sempre conciliando com o meu trabalho de escrivã de polícia que exerço em período integral”, afirmou ao g1.
Por fim, Márcia reconheceu que lidar com as reprovações, no início, foi a parte mais difícil que enfrentou durante a dedicação aos estudos, já que os concursos para carreiras jurídicas são muito concorridos e exigem alto nível de conhecimento.
“É preciso ter equilíbrio emocional para não desanimar e manter a constância nos estudos. Persistência e constância são a chave para transformar cada reprovação em aprendizado”, ensinou.
Muito além de um resultado 🏆
Diante da aprovação dos 15 ex-alunos da Toledo e de toda trajetória construída ao longos dos anos em Presidente Prudente, o reitor do Centro Universitário completou durante a entrevista ao g1 que é um sentimento de honra, uma emoção que vai muito além dos resultados.
“O sentimento é de estar honrando as diretrizes do fundador e reitor, o saudoso Milton Pennacchi, que sempre se preocupou com a formação acadêmica de qualidade”, concluiu o advogado.
Ainda, Amaral concluiu dizendo sobre as últimas aprovações na área de direito e o “balanço” registrado pela Toledo.
“Fizemos 15 delegados agora e 10 no concurso anterior. Na magistratura paulista, foram nove juízes nos últimos dois anos e aprovamos ao menos um promotor de Justiça nos últimos 25 anos, com um total de 30 promotores”, salientou ao g1.
“Somos a única faculdade do interior a receber oito, ou seja, todos os selos da ‘OAB Recomenda’, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Menos de 10% dos cursos do país estão na lista. Além disso, nossos antigos alunos continuam chegando aos tribunais como os casos do atual professor Eduardo Gesse e do ex-professor Paulo Gimenes Alonso, ambos desembargadores no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo”, finalizou o reitor.
Centro Universitário Toledo Prudente, em Presidente Prudente (SP)
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