Cão surdo é treinado para atender crianças com deficiência auditiva em Ribeirão Preto, SP

  • 10/01/2026
(Foto: Reprodução)
Cão surdo é treinado para atender crianças com deficiência auditiva em Ribeirão Preto, SP Colt é um cão da raça blue heeler de 11 meses, alegre, brincalhão e extremamente ativo. Ele chegou à ONG CãoPaixão, em Ribeirão Preto (SP), em 2025 e começou a ser treinado há cinco meses. A ideia é que o filhote, que é surdo, possa atender crianças com deficiência auditiva dentro do projeto Doutor CãoPaixão, que adestra cães para que se tornem terapeutas. Os primeiros passos para transformar Colt no melhor amigo dos pequenos pacientes já estão fazendo efeito. Ele já dá a pata, deita, rola, senta e anda junto. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Quem tem trabalhado diariamente com Colt para ensiná-lo todos estes comandos principais é o Amauri Antônio dos Santos, adestrador há mais de 30 anos. Como o cãozinho não ouve, os gestos do adestrador são essenciais para que ela consiga entender e aprender o que precisa ser feito. "Inicialmente, ele está aprendendo a andar junto, sentar, deitar e dar a pata, que são esses movimentos, é uma sequência de exercícios. Mas demora um pouco mais por ele ser surdo". LEIA TAMBÉM Tutores ensinam linguagem de sinais a cães surdos em SP; saiba identificar a deficiência Após ser devolvido por família por ser surdo, cão é adotado por estudante também surdo Após dominar os comandos principais, Colt ainda vai aprender a se comunicar na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a expectativa é de que até 2027 o filhote esteja preparado para entrar em ação. "Na hora que ele aprender os comandos na guia, ele passa a ser treinado solto para colocar os movimentos em Libras. Algumas coisas passadas para nós, como o gesto 'alegria', ele já coloca em prática", explica Amauri. Este é o segundo cão surdo que a ONG recebe, mas o primeiro a ser treinado para se tornar um cão terapeuta para crianças com deficiência auditiva. Um dog deficiente Colt nasceu com surdez congênita, o que significa que a condição foi passada a ele de forma hereditária. Como ele não ouve, tudo acaba se concentrando na visão. Com tanta informação, é mais difícil de ser adestrado. "Tudo tira a atenção dele. Você vê que ele é agitado, mas é que é tudo visual, ele não escuta. Ele nasceu surdo. Tudo para ele é ansiedade, tudo para ele é euforia. É euforia para sair, euforia para brincar, euforia para treinar". Colt é um cão surdo que vive em um ONG em Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 Os treinos No canil da ONG CãoPaixão existem, atualmente, 30 cães. Todos eles são adestrados para se tornarem cães terapeutas. Colt é o único surdo, mas tem se adaptado bem à rotina e ainda divide o espaço com um cão ouvinte. "Ele fica com outro cão que não é surdo no canil, que é o amigo dele, irmãozinho dele de convívio. A gente solta, passeia e depois treina. Ele treina três vezes por semana, uma média de 20 minutos, meia hora. Depois ele volta para a casinha para descansar", diz Amauri. Para os momentos de treino, Colt já utiliza um colete que deixa claro a ele que aquela é a hora de trabalhar. É como se fosse um uniforme, que ele vai usar todos os dias que estiver em visita dentro de alguns meses. "Quando ele colocar a roupa, vai entender que está trabalhando, que está fazendo uma visita. Por isso que ele treina e faz tudo com a roupinha. Ele entende que está trabalhando", diz Amauri. Amauri Antônio dos Santos é adestrador há 32 anos e trabalha com Colt há quatro meses Murilo Corazza/g1 Raça tem predisposição genética para surdez Blue heelers têm uma predisposição genética maior que outras raças a desenvolver surdez. A incidência é de 10%, em média. Ao g1, a médica veterinária Bianca Shimizu explicou que o problema, na maioria das vezes, está na orelha interna do animal, a parte mais profunda do ouvido, essencial para a audição e o equilíbrio. "É uma combinação genética que não dá certo. O aparelho auditivo, a orelha, ela é perfeita, só que a interpretação no tronco encefálico não funciona. Essa parte onde a gente põe brinco não é orelha, isso se chama pavilhão auditivo. Orelha é um órgão do corpo que está na cabeça, dividida em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. E, normalmente, é um problema na orelha interna". Segundo Bianca, outras raças que também podem ter problemas de audição são dogo argentino, dálmata, bull terrier e o bulldog francês branco. Mas é importante destacar que a surdez pode afetar qualquer animal. "Qualquer cachorro pode ter surdez, mas algumas raças são mais predispostas. Adestrar um cachorro surdo para atender uma criança surda é sensacional, genial. O cachorro surdo precisa muito do toque e do contato visual". O adestrador Amauri Antônio dos Santos e Colt, o cão surdo da ON Cão Paixão, de Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/01/10/cao-surdo-e-treinado-para-atender-criancas-com-deficiencia-auditiva-em-ribeirao-preto-sp.ghtml


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